Diário de Campanha

Dungeons & Dragons - Forgotten Realms 3.5 - São Paulo / SP / Brasil

Aqui está e será publicado todo o meu trabalho como Dungeon Master. A campanha data do início de 2007, onde os seis meses iniciais foram necessários para a criação da estória (história) chamada “Cofre dos Deuses”, composta das crônicas:

“Casa de Prata”; com localização inicial em Lua Argêntea.
“Legiões de Tamoril”; na Cidadela de Tamoril.
“Serpente Branca”; na cidade de Águas Profundas.
“Vingança em Prata”; localizada na cidade de Luskan.

Criei apenas um esboço com fatos importantes, algumas dezenas de Personagens do Mestre e as chaves que poderiam desenvolver a aventura. Tentei tratar as crônicas como estórias relacionadas, porém não lineares, dando aos jogadores a opção de escolher qual delas fazer ou não.

Dungeon Master

3 de mar de 2013

Campanha: A Morte dos Imprudentes

 
Grupo: (PJs) Gilliam Morning, Haldrin Liadon, Amaryllis Greenbottle e (PdMs) Veit Recajev, Maximillian Kenway, dois combatentes pesados e quatro arqueiros.

Combates: Legiões de Tamoril do 1º ao 5º

Bônus: Karnicax "Worg-Atroz" ND3 (mesmo que Lobo-Atroz)

 
A Decúria conhecida como a "Matilha Branca", liderada por Maximillian Kenway (a verdade é que Kenway não possui a habilidade de um verdadeiro líder, portanto, a equipe é conduzida de forma democrática e por consultas excessivas de seus especialistas), foi incumbida de descobrir o que um grupo formado principalmente por goblinóides tramavam em cavernas ao leste da Cidadela e aos pés das "Montanhas de Gelo". Após as primeiras investigações a decúria descobre que o bando além de bem equipado faz uso de poderosos aliados, como worgs e estranhos goblins vindos de terras distantes, além disso uma substância que mais tarde é identificada como pólvora foi encontrada em grande quantidade em um organizado paiol. Uma amostra foi levada ao comando da Legião e o paiol destruído pelos aventureiros.

A divisão de inteligência da Legião decide que a "Matilha Branca" deveria continuar encabeçando as investigações e assim os aventureiros são enviados para mais uma missão. Agora o alvo seria um suposto centro de comando, provavelmente um posto avançado. No local o grupo enfrentou uma força organizada e por diversas vezes aparentava superioridade tática e numérica, mas no fim a Legião prevaleceu, porém, a decúria acabou pagando um alto preço pela vitória:

 
Nas profundezas, nas cavernas de gelo das gélidas montanhas do leste, a "Matilha Branca" enfrenta com determinação as forças inimigas. Em seu segundo dia de combate a decúria chega, ao que parece, no fim da linha do acampamento de comando das forças goblinóides. Alguns bugbears aparentavam tomar a liderança das forças goblins, mas, ao encurralar as forças remanescentes os aventureiros deixaram sua sede por glória cegar sua prudência. Em um breve momento de distração o grupo foi flanqueado pelo verdadeiro líder dos numerosos goblinóides, surgido da escuridão dos corredores. Nikut "Boca Podre" é seu nome e ao seu lado seu "bichinho de estimação", Karnicax, um poderoso worg-atroz. Nikut um ardiloso goblin de pele negra agarra a pequena Amaryllis e com a lâmina em seu pescoço o infame goblinóide interrompe o combate:

 
"Parem! Agora! Ou cortarei a cabeça da pequenina e jogarei seu corpo p'ra meu bichinho" os olhos do worg-atroz brilhavam na cor do sangue e sua saliva pingava na forma de piche.
 
"Não!" diz Veit Recajev, mas sem hesitar e confiante em sua habilidade, Liadon investe furiosamente sobre Nikut, porém o terreno irregular prejudicou seu ataque facilitando a esquiva do goblin negro. Imediatamente Amaryllis é degolada, morrendo quase que instantaneamente. O destino também foi cruel com Liadon, em um golpe de sorte ou talvez o Paladino estivesse em estado de choque, Karnicax desferiu uma poderosa mordida exatamente na junção da armadura na linha da cintura, tão poderosa que cortou o elfo-paladino ao meio.

Gillian e Max imediatamente, vendo a morte dos dois companheiros, atacaram com todas as forças o worg, causando danos e preocupação por parte de Nikut. Neste momento outra figura apresentou-se no campo de batalha, era Gerbo "Coração Cinza", um gnomo guerreiro famoso por negociar produtos no mercado negro. Gerbo estava acompanhado por seus guarda-costas, dois pequenos constructos, e mais dois goblins mercenários curiosamente bem alinhados e disciplinados. O gnomo assumiu o fronte da batalha:
 
"Vá Nikut, deixe comigo, provarei que seu investimento não foi em vão!" em um momento de descuido Nikut montou em Karnicax e fugiu do campo de batalha. Maximillian Kenway tenta impedir a fuga do goblin negro, porém os mercenários frustram sua ação. Todos estavam exaustos, feridos e tristes pela morte dos companheiros, a raiva e senso do dever foram o combustível da vitória. Ao final da batalha apenas um inimigo continuava vivo:

 
"Urh!!! Esse maldito gnomo dirá tudo que sabe... ou a morte será seu maior desejo!" disse Max, muito ferido, olhando para o corpo da pequena Amaryllis e em seguida para o desolado Gilliam "Morning".
 

4 comentários:

  1. Boas Dm! eu sou Claudio e acompanho seus posts por um bom tempo. Gosto da campanha mesmo naum entendendo completamente
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    gostaria ed perguntar sobre problemas durante o jogo, nessa postagem percebi q vc uso um PDM para liderar os jogadores pergunto isso pq qunado faco o mesmo nos meus jogos os jogadores fica enchendo o saco
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    vc tem problema com isso na mesa de jogo?

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  2. Hail Claudius! ;)

    Bom, levando as minhas experiências em consideração, e também as de terceiros que me foram passadas, o ato de utilizar um PdM para liderar, organizar ou até mesmo guiar os jogadores durante o processo de exploração (aquela parte do jogo onde os jogadores decidem entre eles como vão agir perante os obstáculos oferecidos pelo mestre) não é uma boa idéia!

    Os jogadores devem sozinhos compreender, elaborar e agir da melhor maneira que lhes convir. Mas, existem algumas exceções e uma delas é a manutenção da coerência da história. Nessa fase da campanha os aventureiros fazem parte de um corpo militar, portanto, eles vão receber ordens diretas e quase que inegáveis. Os personagens começaram do primeiro nível, assim não foi possível dar posições de liderança já de cara.

    Então eu decidi criar uma falsa liderança, como?, coloquei um personagem simples, nesse caso um guerreiro veterano, com nível não muito superior aos dos jogadores e com uma característica chave, não saber liberar, com isso os jogadores continuaram com sua liberdade ao desenvolver suas estratégias e ao mesmo tempo a história permaneceu coesa.

    A liderança do PdM é passageira, pois vejo essa primeira parte mais como um tutorial, e depois com mais experiência, mais apego aos personagens os jogadores assumirão posições de liderança e importância na campanha.

    Olha Claudio, eu sou um mestre deveras ranzinza, perfeccionista e protetor (quase doentio) do bom fluxo de jogo. Jogador p'ra jogar campanhas "mestradas" pela minha pessoa tem que possuir duas características, gostar verdadeiramente de RPG e paciência, gosto de campanhas longas portanto a evolução (não só de poder, mas de importância e outras características) é lenta e trabalhosa, nada de aventureiros "fodões" de nível 1.

    Já tive jogadores que preferiam salvar o gato que está em cima da árvore, pra depois ter suas botas lambidas por pobres coitados ao invés de salvar o mundo mesmo que isso não trouxesse reconhecimento. Gosto de jogos heróicos e acho que as vezes espero demais dos jogadores. :)

    Nossa viajei novamente... Bom Claudio é isso, obrigado pela visita e pelo comentário, tomara que tenha conseguido responder sua questão, falou e até+

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    Respostas
    1. Respondeu sim dm valeu
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      Parabens ae pelo blog pela campanha e tudo mais
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      soh uma dica, configura os cometarios do blog pq tá meio fodis de comenta, muito burocratico falta soh pedir o CPF ssuahsjashuashj

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    2. Valeu pela dica Claudio!
      Problema resolvido!
      Obrigado e até+ :)

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